quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Entenda a seletividade alimentar no autismo

Olá. Hoje vamos abordar um tema muito importante que é a seletividade alimentar. Você já ouviu falar sobre o assunto?
A seletividade alimentar é um problema bastante comum em crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Muitas crianças apresentam dificuldade na hora de se alimentar e têm preferências alimentares muito peculiares.
Já foi comprovado que as crianças com autismo têm mais problemas de alimentação e comem uma variedade significativamente menor de alimentos do que as crianças neurotípicas. Por isso, se você tem um filho autista que come mal, saiba que você não está sozinho. Isso é realmente muito comum no autismo.
Os autistas podem ter comportamentos restritivos, seletivos ou rituais que afetam seus hábitos alimentares, o que resulta em desinteresse pela alimentação e em alguns casos se recusam a se alimentar. Isso pode ser muito angustiante para os pais. Diversos estudos já demonstraram que crianças com TEA são mais seletivas na alimentação.
Um dos fatores para esse comportamento é a sensibilidade sensorial. Então, o que acontece... a criança não gosta de certos alimentos devido a texturas, gostos, cheiros e até temperatura. Há casos de autistas que escolhem alimentos de uma determinada cor ou textura ou sem tempero. Há crianças, por exemplo, que comem apenas alimentos amarelos, ou evitam alimentos da cor verde.
É comum que a criança se recuse a experimentar alguns alimentos e acabem com uma alimentação mais restrita.
Também é comum que eles se recusem a se alimentar em locais diferentes. Em alguns casos, os alimentos não podem estar misturados no prato, por exemplo.
É importante que os pais e cuidadores percebam desde cedo qualquer mudança ou dificuldade de alimentação dos pequenos e procure a ajuda de um nutricionista especialista. Após reconhecer essa seletividade alimentar, pode ser necessário realizara dessensibilização dos alimentos.
Lembrando que a criança não deve ser obrigada a se alimentar, mas um nutricionista pode indicar uma dieta saudável. Ter esse suporte nutricional ajuda a criança a ficar mais nutrida e saber quais são as necessidades do organismo, avaliando de forma individual.
Algumas dicas importantes para trabalhar com a seletividade alimentar:
-      É importante proporcionar experiências positivas na hora da refeição para que a criança esteja motivada a experimentar os alimentos. Prepare um prato colorido, que atraia a criança.
-      É necessário estabelecer uma rotina. Comer sempre nos mesmos horários, sem distrações é o mais indicado.
-      Evite misturar os alimentos nos pratos - algumas crianças podem se sentir incomodada com isso.
-      Para que uma criança autista passe a comer alimentos diversificados, o processo deverá ocorrer de forma lenta e gradual, no qual toda família deverá estar envolvida. Por isso, paciência é fundamental.
-      Trazer a criança para participar e ajudar no processo de preparação do alimento pode ajudar muito.
-      A criança precisa aceitar o alimento na mão primeiro. Quando ela pega o alimento, tem mais chances de comer. Por questões sensoriais.
-      Introduza novos alimentos, um de cada vez - mas com repetição e insistência, mas sem obrigá-lo a comer. Em uma determinada refeição, por exemplo, inclua algo que ele provavelmente comerá e um novo alimento que ele não conhece. É importante repetir até ele se adaptar ao novo alimento, mas de forma natural.
-      Coloque alimentos diferentes no prato, mesmo que ela não coma, para que se familiarize com cores, cheiros e texturas diferentes.
-      Tente preparar o mesmo alimento de diversas formas com diferentes texturas. Se o problema for a textura isso pode ajudar.
-      É importante que a criança tenha três refeições principais e lanches intermediários. A dieta deve ser adequada para a idade e desenvolvimento da criança.
-      Sempre existe uma alternativa nutricional para alimentos de qualquer textura, cheiro ou sabor. Por isso, não desanime e tente outros alimentos.
-      Busque ajuda de nutricionistas, nutrólogos, psicólogos e pediatras para ter orientações adequadas para cada caso.
Esse processo pode ser longo e exige muita paciência, pois a criança precisa se adaptar para que consiga ter uma alimentação sem dificuldades ou limitações. Não se apresse e reserve tempo suficiente para o seu filho superar qualquer aversão à comida. 
Abraços,
Dra. Fabiele Russo
Equipe NeuroConecta

sábado, 13 de julho de 2019

Desenvolvimento da Fala e Linguagem Infantil

Crianças com capacidades normais precisam apenas vivenciar interações conversacionais para adquirir a linguagem. No entanto, muitas crianças talvez não tenham experiências suficientes com esse tipo de interação para maximizar seu desenvolvimento de linguagem. Os pais devem ser encorajados a tratar seus filhos pequenos como parceiros de conversa desde os primeiros meses de vida. 
Portanto é importante lembrar que o desenvolvimento da linguagem é muito variável, nem sempre segue este cronograma, pois depende do ambiente em que a criança está inserida,não reflete apenas as sua capacidades cognitivas, mas também as oportunidades de ouvir e usar a linguagem que os ambientes de convivencia pode lhe proporcionar.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Viver o luto de forma saudável é sofrer - e seria estranho se não houvesse sofrimento. Só o tempo pode amenizar a dor da perda, mas é importante ressaltar que o luto é um processo individual, e que cada um elabora a dor de maneira diferente.
Não existe um tempo exato para viver cada uma das fases e elas variam de acordo com cada pessoa e seu nível de inteligência emocional,compreender isso é importante para que a dor de uma pessoa e de outra não seja compara.
Quando não sabemos lidar com as emoções, podemos nos perder, direcionando toda nossa energia e atenção a dor,deixando assim de fazer as coisas que gostamos. Com o tempo a tendência percamos todo prazer, tornado-se assim pessoas depressivas.
A inteligência emocional e o tempo ajudará o indivíduo a atravessar esta jornada de dor e aceitação.

Transtorno de Acumulação

De acordo com o DSM-5, o transtorno de acumulação (TA) trata-se de uma psicopatologia caracterizada pela compulsão de acumular objetos desnecessários  e pela dificuldade de se desfazer da posse destes, gerando uma desorganização no no ambiente, prejudicando o sujeito e os que estão a sua volta pela condição saudável de viver.
Os acumuladores tendem a guardar objetos aleatórios, acreditando que servirão no futuro. Há um excesso de coisas guardadas, não conseguem evitar o impulso de acumula, deixando o ambiente atulhado e com odores insuportáveis.
 Os sintomas mais comuns são baixa autoestima, insegurança, falta de motivação, desleixo com cuidados pessoais, isolamento social,estado de muita angústia,quando se sentem ameaçados em seu habitat,geralmente recusam ajuda profissional. Às vezes uma pessoa de seu convívio tem que interverir em busca de tratamento.

domingo, 23 de junho de 2019

Burnout o esgotamento fisico e mental associado ao trabalho

As mudanças na cabeça que culminam com o Burnout
  • Diversas áreas do cérebro podem ser afetadas pelo estresse excessivo no trabalho, mas o principal é o hipocampo, região responsável pela atenção e retenção das novas memórias.
  • A massa cinzenta tem a capacidade de gerar novos neurônios, inclusive para compensar situações de adversidade. Mas o estresse crônico compromete esse processo.
  •  A tensão extrema faz o corpo liberar muita adrenalina e cortisol, hormônios que interferem no funcionamento do cérebro, mexem com o coração e chegam a debilitar a imunidade

Síndrome de Burnout: causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Quais os benefícios (para os dois) de uma criança ter um pet?

Ter um animal de estimação na infância pode trazer muitos benefícios para o desenvolvimento das crianças. Esta amizade pode aprimorar a evolução emocional, o cognitivo, o físico e o social. Crianças que convivem com animais em casa têm mais facilidade de desenvolver aspectos como a autoestima e senso de responsabilidade.
Assumir responsabilidades nos cuidados diários do pet, por exemplo, ajuda as crianças a construírem a autoconfiança. Pequenos afazeres, sempre sob a supervisão de um adulto, direcionam e ensinam valores a elas.
Na infância, a principal atividade de desenvolvimento das crianças é a brincadeira. É por meio do lúdico que os pequenos exploram o mundo. O “brincar” aumenta as conexões entre os neurônios, no córtex cerebral, estimulando assim a criança de forma física, emocional, cognitiva e social, como dito.
Ao permitir que a criança tenha a oportunidade de conviver com animais de companhia desde pequena, os pais estão proporcionando ao filho uma maneira extraordinária de eles experimentarem o mundo físico e social e, consequentemente, ainda estimulam habilidades motoras e minimizam problemas emocionais, e tudo isso por meio do vínculo afetivo que é criado com o pet.
E ao contrário do que muitos pensam, a chegada de uma criança pode ser muito bem-aceita pelo pet da família, desde que todos tenham paciência e muito amor. Os benefícios físicos são amplos, uma vez que tanto o animal quanto a criança estimularão um ao outro na prática e na rotina de atividade física. Consequente o pequeno desenvolverá melhor suas habilidades motoras, afastando o temido fantasma do sedentarismo.
Além disso, as brincadeiras e a companhia de uma criança estimulam mental e fisicamente o pet, o que também melhora sua qualidade de vida.
No campo social, os pets podem ser maravilhosos facilitadores. As crianças são mais propensas a se aproximar e interagir com outras que estão com um animalzinho. Além disso, os animais nos aceitam como somos e esta é mais uma das inúmeras vantagens desta convivência.
Mas antes de adotar um bichinho, a família deve avaliar não somente as preferências da criança, mas também a rotina e as possibilidades da família para que a atitude seja realmente o melhor para todos.
Os pets não são brinquedos, são vidas que merecem respeito, cuidados e atenção. Por isso, não aja por impulso e, junto com seu filho, pesquise bastante e reflita antes de tomar esta importante decisão.

-Postado por Cão Cidadão em 26/out/2017 -