terça-feira, 25 de outubro de 2016

O depressivo, escreve Maria Rita, “foi arrancado de sua temporalidade
singular, daí sua lentidão tão incompreensível e irritante para os que
convivem com ele”. Ele não é apenas aquele que sabemos que é, mas também
aquele que não sabemos. Contra ele, há sempre um erro de representação,
uma construção. Ele acredita no mundo à sua maneira e exerce uma experiência
da temporalidade muito própria, na qual “o fio do tempo deixa de ser tensionado
pelo Outro [...] ao sabor de suas inclinações”.

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